O domínio financeiro.
por S. Santi.
Quando mais dinheiro em
circulação na economia produtiva, eletrônico ou físico,
maior atividade econômica, mais prosperidade e mais
empregos. Um dos truques favoritos dos sistemas é criar uma
fase de intenso crescimento, através dos incentivos aos
empréstimos, com a baixa temporária do juros e, depois,
puxar a tomada, causando depressões e quebras. Economistas e
jornalistas de economia, alguns muito bem nutridos, a
maioria sem a menor idéia do que está ocorrendo, dirão ao
seu público que expansões e recessões fazem parte dos
cíclicos naturais da economia. Não fazem!
Elas não passam de manobras, manipulação sistemática dos
controladores para expropriar a riqueza real do planeta.
Durante períodos de expansão da economia, as pessoas,
geralmente mais confiantes, tendem a contrair novas dívidas.
Uma atividade econômica vibrante significa que as empresas
estão tomando empréstimos para adquirir melhores tecnologias
com ganhos de produtividade, de forma a que sua produção
possa se igualar ao aumento da demanda. E as pessoas, em
contrapartida, sentem-se encorajadas a trocar de residência,
de carro, a adquirir bens duráveis e a sair de casa em busca
de lazer, aumentando a freqüência aos restaurantes e casas
de diversão, porque se sentem muito mais seguras quanto às
perspectivas futuras. Então, em dado momento, os bancos
centrais e privados elevam as taxas de juros para
interromper a rolagem das dívidas e a demanda por novos
empréstimos e começam a cobrar os débitos pendentes. Isso
equivale, na prática, a uma violenta retirada do dinheiro de
circulação, com supressão da demanda e a queda dos níveis de
emprego. As pessoas e as empresas não podem mais pagar pelos
empréstimos pessoais, empresariais ou dos cartões de crédito
e vão a falência. Os bancos, então, seqüestram a riqueza
real dos inadimplentes, por conta de algo que nunca passou,
na verdade, de impulsos elétricos em telas magnetizadas de
um mundo totalmente imaginário.
Por outro lado, os governos ao invés de criarem seu próprio
dinheiro, tomam-no emprestado aos cartéis bancários,
controlados pela linhagem familiar dos controladores,
pagando juros com dinheiro arrancado dos impostos, isto é,
diretamente ao bolso dos contribuintes. Uma quantia
astronômica de dinheiro em taxas e impostos vai, portanto,
direto aos cofres dos banqueiros privados para o pagamento
de empréstimos que poderiam ter sido evitados se os governos
criassem seu próprio dinheiro, sem quaisquer ônus. E, por
que, então, eles não fazem isso?
Os controladores controlam os governos, da mesma
forma que controlam os bancos. Aquilo que, em todo o mundo,
é chamado de privatização, não passa de uma venda de ativos
dos estados-nacionais, em resposta às cobranças dos débitos
engenhosamente criados pelos bancos, com a conivência dos
seus governos. Os países mais pobres do mundo estão cedendo
o controle de seus territórios, dos recursos naturais e seu
parque industrial, enfim, da sua soberania, aos banqueiros
controladores, simplesmente porque não têm como pagar
esses empréstimos-armadilha, criados artificialmente para
enredá-los em situação deplorável. O mundo não precisa viver
na pobreza e no conflito. Ele é manipulado artificialmente
para ser assim, porque isso convém à Agenda. A chamada
"Dívida do Terceiro Mundo", especialmente a dos países ricos
em matérias primas estratégicas, foi inteiramente fabricada
para substituir a antiga ocupação física, dos tempos do
colonialismo, pela "ocupação financeira", obrigando-os à
rendição irrestrita e à entrega total dos seus negócios aos
banqueiros, ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário
Internacional.