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Desvendando o Código dos Mercados
Como uma corrente
de analistas financeiros Isto É Dinheiro - 09jul06 |
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Eles não são místicos, mas pertencem a
uma corrente de pensamento que, para os leigos, parece uma seita
esotérica. Dizem-se capazes de ler o futuro em gráficos, onde
enxergam figuras como a de um Buda meditando ou um homem enforcado.
Parte importante de suas teorias é elaborada a partir da Seqüência
de Fibonacci, imortalizada no best seller 'O Código da Vinci'. Os
personagens em questão são analistas de mercado, trabalham em
bancos, corretoras ou simplesmente 'na internet' e dedicam-se a
recomendar compras e vendas de ações ou investir eles mesmos seu
próprio patrimônio. Chamam-se analistas gráficos, técnicos ou
homebrokers e, na turbulência que sacudiu os mercados nos últimos
dois meses, provocaram seus colegas ortodoxos, gabando-se de ter
antecipado a virada do mercado, a partir de 9 de maio. A Revelação O ponto de partida para o desenvolvimento desta trama está em um mercado de arroz na cidade de Sakata, no Japão do século 18. Foi ali que um negociante conhecido como Homma criou os fundamentos da análise gráfica. Fez isso desenhando durante anos os preços de abertura e fechamento do mercado até detectar padrões de comportamento cíclicos que lhe permitiam antecipar movimentos. Um dos gráficos assim criado lembrava o formato de um Buda meditando. Rebatizado de “figura ombro-cabeça-ombro” ao ser adaptado à teoria ocidental, tornou-se um clássico da análise técnica, muito usado até hoje. A Teoria de Dow Mais de um século depois, em Nova York, Charles H. Dow, fundador da agência de notícias Dow Jones, formulou a primeira teoria ocidental para o estudo do movimento dos preços por meio de gráficos, que norteia a análise técnica até os dias de hoje. Mas os padrões encontrados em Sakata, reunidos na chamada “Teoria de Candlestick (castiçal, já que os gráficos de Homma eram em forma de vela)” ainda são muito usados atualmente. As Ondas de Elliot Há uma série de vertentes alternativas da análise gráfica, como a “Teoria das Ondas de Elliot”, de 1939, que defende que o mercado de ações segue um padrão de cinco ondas de subida e três ondas de descida para completar um ciclo. Cada grafista tem suas preferências e vários deles usam um pouco de cada uma. “O mais importante é que a análise gráfica está sempre refletindo a psicologia das massas, oscilando entre otimismo e pessimismo, em ciclos que tendem a se repetir”. Seqüência de Fibonacci Dentro de toda essa discussão sobre ciclos é que entra a Seqüência de Fibonacci – que se forma somando um número ao anterior infinitamente, como em “1,1,2,3,5,8,13”. Criado pelo matemático italiano Leonardo de Pisa (Fibonacci é uma corruptela de Filho de Bonaccio), no século 12, este padrão é encontrado em constelações, nos ciclos das marés, nos cartões de crédito, na Acrópoles, no padrão de crescimento das folhas, nas galáxias, na espiral do DNA, na música de Bach e Mozart e até nas proporções do corpo humano. Da Vinci a chamava de Divina Proporção e a usou em muitos de seus trabalhos. “Como a natureza, o mercado também segue o padrão”. “Após configurar um gráfico, apontando alta ou baixa da bolsa, podemos projetar para onde o mercado vai usando Fibonacci”. Profecia realizada Mesmo os mais céticos surpreendem-se com a capacidade da análise gráfica em antecipar o movimento dos mercados. “Antes do atentado de 11 de setembro, tínhamos gráficos totalmente configurados para quedas, com grandes figuras apontando nessa direção”. Pode ser coincidência. E há até quem diga que 'insiders' da Al Qaeda se posicionaram no mercado antecipando a grande baixa. “O importante é que estava tudo estampado nos gráficos, e a queda realmente veio”, pontifica um analista. Não pergunte "por que?" A bola de cristal dos grafistas teria funcionado, também, na reversão de expectativas na bolsa no último mês de maio. O mercado subia de vento em popa, até que uma súbita reviravolta mudou a direção das cotações das ações, que despencaram. “Isso também foi antecipado por uma figura de queda, a chamada ombro-cabeça-ombro”. O analista gráfico não está interessado nas razões do mercado, mas sim no seu modus operandi. Em outras palavras, se quiser decifrar este código, não pergunte por que os preços sobem e descem, mas como e quando isso acontece.
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